AREVA

Instrumentação para controle de ambientes de trabalho



A 01dB Brasil participou de uma matéria importante sobre instrumentação, da revista Proteção. Segue o resumo dessa materia:
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A invasão de instrumentos de Higiene Ocupacional de qualidade duvidosa no mercado brasileiro e a falta de conhecimento e experiência dos prevencionistas que operam estes equipamentos tornam-se cada vez mais comuns no Brasil. A dependência quase exclusiva dos importados - que encarece o preço final do instrumento - também é vista como um aspecto negativo neste segmento, considerado vital para a manutenção da qualidade de vida dos trabalhadores. Para os fornecedores, o custo final do produto é o preço que se paga por uma tecnologia de ponta e totalmente adequadas às normas vigentes. Há quem acredita que a produção nacional pode baratear o custo, melhorar a logística e facilitar a difusão dos equipamentos. “Porém, o mercado é muito restrito para o surgimento de empresas brasileiras no setor�, afirma o professor de Saúde Pública da USP e diretor da Toxikón (laboratório de análises ambientais), Sérgio Colacioppo.
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O presidente da Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais (ABHO), Marcos Domingos da Silva, cita um caso que descreve um pouco da realidade brasileira no setor. Ele verificou, ao visitar uma empresa, que a espuma de um estojo onde estava guardado um instrumento estava podre. Motivo: o profissional não sabia manusear o equipamento já que o manual estava em inglês e o fabricante não disponibilizou a tradução para o português. A vergonha fez com que o técnico deixasse o equipamento guardado por um longo período.

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Domingos explica que os bons instrumentos ficam caros no Brasil com o acréscimo dos impostos. “Por serem de uso social, isto é, são ferramentas que ajudam na prevenção de doenças e isso é no fundo saúde pública, eles deveriam pagar baixíssimos impostos�, critica. Ele aponta ainda que poucos distribuidores têm condições de oferecer a manutenção e o treinamento. A exigência de uma série de critérios na hora da compra pode evitar uma futura dor de cabeça. Empresas de grande porte já têm cadastro de fornecedores. Isso possibilita uma aquisição mais segura e a garantia de orientações pós-venda. Porém, das micro às médias empresas a realidade é outra e o fator preço bate forte na hora de escolher um instrumento.
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O engenheiro de Segurança do Trabalho Antônio Carlos Vendrame diz que muitas vezes a importância do equipamento se sobrepõe à saúde do trabalhador. “No caso da avaliação de vibrações ocupacionais (mãos e braços e corpo inteiro), há vários prestadores de serviço que não possuem equipamento compatível com as normas ISO 2631 (corpo inteiro) e ISO 5349 (mãos e braços) realizando avaliações com instrumentos inapropriados. Eles só avaliam vibrações mecânicas, para efeito de manutenção preditiva, ou com instrumentos antigos, que ainda não incorporaram as curvas de freqüência exigidas pelas atuais normativas�, relata. A análise ambiental dos locais de trabalho depende essencialmente da qualidade dos instrumentos. A chegada de produtos importados sem a comprovação de eficiência e a utilização de “jeitinhos� para burlar normas e legislações põem em alerta profissionais e fabricantes do setor.
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Nicolas Isnard, diretor de Negócios da 01 dB, multinacional francesa de equipamentos de controle de ruídos e vibrações, afirma que existem vários produtos que não atendem as normas. “O famoso barato que sai caro. Há empresas que fornecem dosímetros fabricados na China que não atendem as normas de fabricação do produto. Embora digam que atendem as legislações brasileiras, a prática mostra que mais de 50% desses equipamentos não passam por calibração e quando dá um problema de manutenção, não têm conserto�, aponta. Segundo ele, o valor mais baixo do equipamento não compensa.
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Leia a reportagem completa na edição 191 de Novembro da revista proteção (www.protecao.com.br)
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